Leitura de Rosto

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Fisiognomonia - Fisiognomia - Morfopsicologia



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Também conhecida como Psicofisiognomonia, Fisiognomonia, Personologia, Morfopsicologia, Visage ou Siang Mien, a Leitura Facial existe a milhares de anos e é utilizada milenarmente no oriente e no ocidente como um dos principais métodos de diagnóstico de saúde e de avaliação comportamental.

A Idade Média descobriu a fisiognomonia através do Islã, do Egito e da Índia. Aos muçulmanos se deve uma versão abreviada do tratado de Aristóteles, em que o filósofo aconselha Alexandre quanto à escolha de seus ministros, amigos e escravos.

A fisiognomia árabe tinha também sua tradição com uma abundante literatura. O manual de medicina (Al-Tibb al Mansûrî) de Rhazès dedica-lhe 58 capítulos, o Kitâb-al-Firâsa, de Al-Râzi (1209), tem excelentes especulações sobre natureza e as formas animais do homem.

No Extremo Oriente, na China, a arte milenar da leitura facial (onde é chamada de Siang Mien) data da época do imperador amarelo. Inicialmente, era uma ferramenta de diagnóstico dos praticantes da medicina chinesa.

Depois se tornou um método de estudo da personalidade e divinação chinesa utilizada pelos imperadores no momento de escolher os cargos do governo e para ajudá-los a tomar decisões importantes.

Este conjunto de conhecimentos baseado na experiência da medicina oriental e que conta com milhares de praticantes em todo o mundo, remonta aproximadamente “cinco mil anos”.

Cada traço, cada aspecto facial traz consigo uma relação direta com o seu interior e revela as suas tendências comportamentais inerentes ao seu padrão de personalidade, cujo o conhecimento pode propiciar um grande crescimento e transformação nos âmbitos pessoal e profissional.

Em 1834, Samuel George Morton (1799 - 1851) escreveu
Synopsis of the Organic Remains of the Cretaceous Group of the United States, onde diz que os caucasianos possuem os maiores cérebros, seguidos pelos indianos por fim os negros, ele acreditava que, quanto maior o crânio, maior a capacidade intelectual do indivíduo.

Umberto Eco, em seu livro
Sobre os Espelhos e outros Ensaios dedica um capítulo inteiro sobre a Leitura de Rosto. Mostra-nos que Aristóteles já havia tocado no assunto e que o dado básico é a hipótese de que poderíamos julgar o caráter de um homem ou animal a partir de sua estrutura corporal. Tal avaliação seria possível por conta de outra hipótese, as inclinações naturais transformariam simultaneamente alma e corpo. Portanto, os traços do rosto deveriam remeter a características internas (éticas e morais).

Eco nos conta que, com Charles Darwin e Cesare Lombroso, o século XIX confere a ela um status científico. Procurava-se desta forma distinguir entre uma Fisiognomia natural (associações frágeis e ambíguas) e outra Fisiognomia, dita científica (baseada em estudos anatômicos) (*). A frenologia postula que tudo encontra representação na superfície do cérebro: faculdades mentais, tendências, instintos, sentimentos. Por exemplo, aqueles com acentuadas qualidades mnemônicas tem o crânio redondo, olhos salientes e distantes um do outro. Combatida por todos, pretendia que, mesmo que um indivíduo seja honesto, sua honestidade é mentirosa porque sua conformação craniana mostra quem ele de fato é.

Lombroso acaba ligando esta tradição às práticas racistas que, além do mais, revestem de caráter científico a visualização da figura do criminoso. Eco faz uma interessante referência ao caráter lombrosiano-lavateriano da fotografia 3x4, que todos nós carregamos na carteira de identidade. Em sua opinião, a própria fotografia nos deforma, tornando-nos “pessoas ruins” por nossa feiúra. Eco também faz referência à revista em quadrinhos... “Chegamos à revista em quadrinhos. E, de fato, a revista em quadrinhos e a caricatura são os lugares onde a Fisiognomia adquire valor fotográfico de estenografia e esboça, com poucos traços enfatizados, toda uma história psicológica e moral. Baseando-se exatamente nos preconceitos (e em parte na sabedoria antiga) de uma Fisiognomia natural: usando-os e reforçando-os”.

Lombroso e Darwin foram influenciados pelas pesquisas de Morton, que mesmo tendo impresso poucos exemplares, estes percorreram o mundo e os acadêmicos mais influentes da época se deixaram levar por esta pesquisa que hoje não tem nenhum fundamento. Sua obra ainda influenciou os abolicionistas, eles diziam que, por serem inferiores, os negros deveriam ser protegidos por quem tinha maior capacidade intelectual.

Stephen Jay Gould (1941-2002) escreveu o livro
The Mismeasure of Man (1981), onde põe por terra os métodos de estudo da craniometria do século XIX e diz que o desenvolvimento do estudo daquela época é infundado e que as diferenças sociais e econômicas entre raças, classes e sexos surgiu de uma cultura herdada.

O que podemos afirmar sobre a ciência é que, a verdade de hoje pode ser a mentira do amanhã (em 2011 esse trabalho de Gould foi contestado por seis antropólogos, onde disseram que seu estudo estava incorreto).

Nestes mais de 20 anos de pesquisa prática, o que posso colocar aqui para você, meu amigo leitor, é que acredito no que está escrito aqui. Li vários livros de vários autores e não me canso de pesquisar e ver cada vez mais na história que, em sua grande maioria relatada, este estudo gerou controvérsias e em inúmeras vezes foi usado
contra a população.

Estudos milenares, encontrados nas paredes das pirâmides, no Egito, trazem informações importantíssimas sobre quem e como somos, que tudo está refletido em nosso rosto, que poderiam ser usados para nos unir, foram usados para nos separar.

Antes de qualquer crítica ou julgamento, precisamos ver em qual meio a pessoa analisada cresceu, para só depois podermos falar de suas características.
O que vemos no rosto são tendências e uma tendência nunca vai virar uma ação sem a influência direta do meio ambiente onde a pessoa se encontra.

Como dizem alguns amigos, meditar em um retiro no Himalaia é fácil, quero ver você meditar sentado na calçada da Avenida Paulista!

Use e divulgue este material com sabedoria, aprenda a fazer uma análise completa e sem julgamentos, não cometa os erros que cometi no começo dos meus estudos, quando acreditava que quem possui uma marca é e age desta ou daquela forma.

Essa teoria de que uma raça é mais evoluída que outra - que um sexo é mais frágil que outro, é pura lenda. Somos capazes de fazer o que qualquer um na história já fez!

Entenda melhor seus potenciais e suas fraquezas, quem vê o defeito em você é o outro! Entenda-se e evolua!

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